Depois de tanto tempo distante, do blog, Internet e de pessoas, hoje precisava vir aqui postar. Acredito nas mudanças, e como me disseram hoje “algumas são inevitáveis”, que eu possa encara-la(s)- pessoas e mudanças-, e que eu as encare de frente, sem medo. Que eu arrume a bagunça dentro de mim... I leave the Open door! E como eu me atrapalho sempre com meus sentimentos ao colocá-los “no papel”, alguns trechos de textos do Caio Fernando vem mais uma vez, dizer por mim...
"Por onde anda você, tão distanciada, tão silenciosa? Vezenquando baixa uma saudade, quase sempre clara como tem sido o ar verde-azulado deste verão, e fico sentindo falta do teu jeito lento de chegar pisando em nuvens, sempre azul. As coisas andaram meio escuras para mim, durante muito tempo, depois, o fim do inverno levou as amarguras e tudo se renovou; estou pronta, outra vez, para te encontrar na areia do Leme ou nas salas estragadas do conservatório, expressões corporais, alquimias.Você sabe também que quem sobe neste avião não consegue mais voltar à terra, mas só chegarão ao destino os que não tiverem medo. Onde anda você, menina que me ensinou tanta coisa nova? Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.”
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
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