"As coisas que amamos
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de resirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra maneira se tornam absoluta
numa outra (maior) realidade.
Começamos a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nós cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restruimos cada ser e coisa à situação precária
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talves no ar".
Carlos Drummond de Andrade.
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Ooolha... Titio Drummond! *-----*'
ResponderExcluirnem preciso falar oq eu penso né?! HAHAHAHA.
muito bem escolhido o fragmento ;}